Histórico e Perfil Corporativo

Perfil Corporativo

A Viver é uma incorporadora e construtora com atuação em todas as etapas da incorporação imobiliária - da aquisição do terreno, ao desenvolvimento do projeto, execução das obras a venda das unidades - e com duas décadas de experiência em empreendimentos com conceitos diferenciados como os condomínios-clube, as vilas residenciais e empreendimentos padronizados no segmento econômico, no qual atua desde 1999. Desde sua criação, a Viver lançou mais de oito bilhões de reais em valor geral de vendas (VGV), que correspondem a mais de 36 mil unidades. A Viver tem mais de três milhões de metros quadrados construídos e mais de 10 mil clientes em seu atual portfólio.

O principal foco de atuação da Companhia está no mercado residencial, nos segmentos de médio e médio-alto padrão e, adicionalmente, com base no seu histórico de atuação multi-segmentos, eventualmente são desenvolvidos projetos nos segmentos comercial, turístico e de loteamentos.

A Companhia negocia ações na BM&FBOVESPA, no segmento denominado Novo Mercado, nível mais elevado de práticas de governança corporativa. Por sua destacada atuação nas atividades de incorporação e construção já recebeu mais de 25 importantes prêmios.

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Histórico

A Viver foi fundada em 1992, com atuação inicial no segmento residencial de São Paulo, desenvolvendo projetos nos segmentos residencial (desde o padrão econômico até o alto padrão) e comercial (salas comerciais, lajes corporativas, centros comerciais, prédios médicos, empreendimentos de uso misto e built-to-suit). Desde sua criação, a Companhia desenvolveu também 20 empreendimentos hoteleiros, englobando resorts e hotéis de duas a cinco estrelas.

Em 2007, a Companhia realizou seu IPO, com a captação de R$ 756 milhões, em uma oferta 100% primária, pertencente ao segmento denominado Novo Mercado ("Novo Mercado"), nível mais elevado de práticas de governança corporativa. Com os recursos levantados no IPO, o banco de terrenos da Companhia e o desenvolvimento das atividades de incorporação, com a expansão das atividades para outras regiões do país, foram fortalecidos.

Em dezembro de 2008, o Paladin Prime Residential Investors (Brazil), um fundo imobiliário administrado pela Paladin Realty Partners, gestora de private equity focada em países emergentes baseada nos Estados Unidos da América e com um histórico de mais de dez anos de investimentos imobiliários na América Latina, passou a ser o principal acionista do bloco de controle da Companhia.

Em abril de 2011, a Companhia mudou o seu nome de Inpar S.A. para Viver Incorporadora e Construtora S.A.

Nos últimos anos, a Companhia passou por um profundo processo de reorganização, com a adoção de novos valores e atitudes. Esse amplo processo elegeu focos prioritários como uma gestão financeira mais conservadora, a transparência e o aprimoramento de processos, a seleção de mercados estratégicos prioritários para atuação e também o aperfeiçoamento do relacionamento com clientes.

Não obstante o sucesso da restruturação em diversos aspectos, a Companhia, em conjunto com seus assessores financeiro e jurídico, deu início a uma nova fase deste processo que abrangeria a reestruturação de dívidas, redução agressiva de suas despesas gerais e administrativas, revisão de sua estratégia de médio e longo prazo, dentre outras medidas. No entanto, considerando: (i) a constante deterioração dos fundamentos da economia, que afetaram gravemente o setor, incluindo a limitação à concessão de novas linhas de crédito e o número excepcional de distratos de unidades vendidas; (ii) a dificuldade que a empresa teve para honrar suas obrigações junto a instituições financeiras; (iii) as ações de execução atingindo as garantias dos credores e; (iv) os eventos e iminentes riscos de novos bloqueios judiciais nas contas do Grupo Viver, a Companhia entendeu que a apresentação do pedido de Recuperação Judicial seria alternativa a seguir.

Assim, em 16.09.16, a Companhia ajuizou, em conjunto com algumas de suas controladas diretas e indiretas ("Grupo Viver"), pedido de recuperação judicial na Comarca da Capital do Estado de São Paulo. O pedido de recuperação judicial tem, principalmente, o intuito de: (i) preservar a continuidade das atividades do Grupo Viver e sua função social, com o cumprimento dos compromissos assumidos com seus clientes; (ii) preservar, de forma organizada e responsável, os interesses e direitos de seus fornecedores, credores e de seus acionistas; e (iii) proteger o caixa da Companhia e das sociedades do seu grupo objetivando mitigar riscos operacionais no curtíssimo prazo. O Juízo da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo deferiu o processamento do pedido de recuperação judicial do Grupo Viver em 29.09.16.

Em 2018 a Companhia anunciou a criação de uma nova unidade de negócios do Grupo Viver, a Solv, que foi criada com a missão de oferecer ao mercado serviços customizáveis para a gestão de ativos imobiliários e soluções para todas as etapas do ciclo imobiliário. A Companhia vem trabalhando no desenvolvimento deste conceito e buscando potenciais parceiros estratégicos neste nicho.

Em 2019 seguimos em negociação contínua com os bancos e demais credores, no sentido de encontrar soluções na forma de quitação das dívidas, sendo com a conversão dos créditos no âmbito da Recuperação Judicial ou execução das garantias, a exemplo da transação com os Adquirentes do empreendimento Altos do Belvedere. Continuamos trabalhando arduamente no sentido de encontrar soluções para os empreendimentos inacabados.

No lado operacional, a Companhia adotou diversas medidas para a monetização de estoques e recebíveis, como efetivação de distratos contratuais de carteira crítica para disponibilização de ativos para venda, e negociação de venda de terrenos que compõem o landbank da Viver. Seguimos também com uma profunda revisão de nossos processos, controles e estruturas da Companhia, tendo como objetivo melhorar nossa eficiência. No âmbito financeiro, mantivemos uma postura conservadora no que tange a disciplina de capital, com rigorosos mecanismos de acompanhamento, controle e redução de custos.